Surreal Dezembro 21, 2007
Posted by melodyfairy in Japão, amor, literatura, viajando, vida confusa.Tags: caos, Japão, Minha querida Sputinik, Murakami, surrealidade, viagem
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“Por que as pessoas têm de ser tão sós? Qual o sentido disso tudo? Milhões de pessoas neste mundo, todas ansiando, esperando que outros as satisfaçam, e contudo se isolando. Por quê? A terra foi posta aqui só para alimentar a solidão humana?
Virei-me de costas na laje, contemplei o céu e pensei em todos os satélites feitos pelo homem girando ao redor da Terra. O horizonte continuava delineado com um brilho tênue, e estrelas começavam a cintilar no céu profundo, cor de vinho. Busquei entre elas a luz de um satélite, mas ainda estava muito claro para localizar um a olho nu. As poucas estrelas pareciam fixas no lugar, imóveis. Fechei os olhos e prestei bastante atenção aos descendentes do Sputnik, mesmo agora em círculo ao redor da Terra, a gravidade seu único elo com o planeta. Almas solitárias de metal, na escuridão desobstruída do espaço, encontravam-se, passavam umas pelas outras e se separavam, nunca mais se encontrando. Nenhuma palavra entre elas. Nenhuma promessa a cumprir.”
E acabei de acabar o Minha querida Sputnik, do Murakami. E foi um dos melhores livros que li na minha vida! Bom, isso pra mim é um pouco relativo… Porque sempre que gosto do livro ele é um dos melhores da minha vida =P. Sou muito de momento acho. E estou em um momento de paixão total pelo Murakami!
Terça-feira dei uma passadinha no sebo, já que estava andando lá pela Liberdade… [consumismo mode on] Ai ai, não tem jeito! Tanta coisa que quero comprar *.* Capote e Guimarães Rosa, Calvino e Florbela Espanca… Fui para comprar um Llosa, porque ainda não conheço… Mas perguntei do Murakami, só pra ver o que tinha!
A muito custo só levei 1 livro!!! R$ 10 só! \o/ Comprei o Batismo de fogo do Llosa. Mas deixei um Caçando Carneiros do Murakami… =S Estou tentada a passar hoje ainda lá e resgata-lo daquele monte de poeira…
O Minha querida Sputinik é um livro lindo, sobre o amor nos tempos atuais… Ou sobre a impossibilidade dele… Ou sobre as diferentes formas como ele se realiza… É um triângulo amoroso com toques de surrealidade, uma delícia de ler…
Sumire é uma jovem de 22 anos que pretende ser escritora e dedica seus dias a isso mas só tendo histórias incompletas, ou começos ou fins… Nunca se apaixonou até conhecer Miu, uma mulher experiente e imponente, ex-pianista e empresária de vinhos. Miu convida Sumire para trabalhar para ela e, juntas, as duas acabam indo para uma ilha Grega passar umas férias. Mas Sumire misteriosamente desaparece… K. é o melhor amigo de Sumire, apaixonado por ela desde que a conheceu, uma paixão platônica que sabia que não se realizaria. Os dois se completam, entretanto, um faz parte do outro e isso é o bastante para K. Quando Sumire desaparece, Miu telefona para ele, que logo embarca para ajudar na misteriosa busca… E, a partir daí, eu já não sei sintetizar o que acontece. Porque é tudo tão surreal e tão significativo que se eu tentasse colocar aqui, com minhas palavras toscas, perderia totalmente a beleza…
Quando li a contra-capa do livro achei que não iria gostar. Não costumo me identificar muito com esses livros de mistério ou suspense porque o final sempre deixa a desejar (pelo menos para mim). “Tá, então foi fulano quem matou. Fim.” ou “Tá, então ela estava o tempo todo naquela caverna, perdida. Fim.” A contra-capa dava a entender que seria um livro assim… Porém o final deste está me corroendo até agora! Não consigo parar de pensar em toda a história, na beleza de muitas cenas, de cada divagação… Nos desejos que não encontram realização, ou que só encontram realização numa outra dimensão, onírica e mágica, mas que não deixa de ser parte da nossa realidade…
Decidi, vou lá no sebo rapidinho, já volto! =P
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Provavelmente este é o último post desse ano em terras brasileiras! Meu mundo está uma bagunça agora, minha mala está pela metade, tenho que ir buscar as passagens, comprar uma lente nova e os produtinhos para ela, um microfone para poder falar com minha mãe de lá e o livro que espero ainda estar no sebo. Não sei porque ainda enrolo aqui! Acho que é porque enrolar é a minha especialidade! =P
Sempre evito despedidas, acho muito triste me despedir… Ainda mais porque sei que volto logo! Acho que ninguém deveria se despedir porque parece ficar a sensação da possibilidade de não mais se reencontrar… E é melhor ficar a sensação de que um dia se reencontra, não se sabe quando exatamente, mas se reencontra.
Ontem foi dia de despedidas… do Inglês, dos amigos daqui… tentei mesmo ir pro encontro do pessoal da facul, mas a prova final do inglês, o trânsito e minhas trapalhadas impediram.. =S Uma pena!
Bom, mas eu volto logo! Logo logo mando notícias do outro lado! ^^

poxa, foi maior legau… mas acho q o evento se repete e aih vc vai, q vale mto a pena! rs
acho q nao vai dar tempo de te ligar… entaum, boa viagem e volta logo! rs… acho q faço uma materia com vc (a da vc-sabe-quem) rs
e essa coisa de “melhor livro q jah li” lembra mto “a melhor banda de todos os tempos da ultima semana” rsrsrs mas eh legal descobrir novos autores e sair da rotina mergulhando em ficção…
Esse Minha querida Sputnik é o mesmo livro que você havia citado uns tempos atras aqui no blog né? Isso me lembrou da última vez que li um livro que tratava de uma história romântica!!! Foi o A Ladeira da Saudade do Ganymedes José… caramba, tinha que ter saudade no nomé né??!! rsrsrs… Já estou com saudades de você… E olha isso: “Sempre evito despedidas, acho muito triste me despedir… Ainda mais porque sei que volto logo!” Quanto tempo que é o seu logo?? Isso é muito relativo, quero que você diga uma medida de tempo concreta, não algo vago poxa!! Rsrsrs… E por favor, sempre que possível me manda notícias suas tá bom?? Sempre mesmo, entra em contato comigo nem que for só pra dizer como você está!! Beijões pra você, muito sucesso e volta logo!!
nom intendi nadis…