A) O shachô (dono da empresa) pede uma reunião hoje no meio da tarde. Motivo: alguém está usando o vaso sanitário de maneira indevida… Em vez de sentar para utiliza-lo, a pessoa colocava os dois pés no assento, fazendo suas necessidades de cócoras! Hahahaha!
Os vasos sanitários orientais são um buraco no meio chão, se faz uso deles agachado… Ainda não tive coragem de experimentar, ou melhor, ainda não estive apertada o suficiente! =P E do jeito que tenho um perfeito controle do meu centro de gravidade, é melhor ficar bem longe deles! Sorte que a maioria dos lugares públicos e comércios tem a privada “normal” e com assento quentinho e dezenas de botõezinhos que não sei direito ainda para que servem!



B) O maravilhoso sistema just-in-time japonês…
Lembro de ter visto em alguma aula de Administração do técnico as enormes mudanças que o sistema just-in-time possibilitou por produzir exatamente o necessário – nem mais, nem menos – e não precisar mais de estoque. Pois bem, na prática, as coisas não são tão perfeitas quando parecem…
Trabalho numa fábrica de pintura de peças plásticas… Pelo que eu entendi, o fornecedor manda o número exato de peças que são limpas, pintadas e depois repassadas para o cliente. Só que se der algum defeito na pintura, ou a peça tem que ser consertada (num processo totalmente manual, quase um artesanato – é aí que eu entro, procurando defeitos e lixando as pecinhas), ou a tinta tem que ser totalmente removida e a peça pintada novamente. E essa segunda opção acontece com frequência…
Somando a alta probabilidade de ter algum defeitinho à péssima administração dos japoneses, vésperas de entrega são uma loucura! Segunda não teve hora extra; hoje saímos as 10 da noite, 5 horas a mais que o turno normal; amanhã, só Deus sabe! A entrega é amanhã, acho, e ainda tem peça indo novamente pra pintura por causa de defeito…
Aí que me pergunto se não seria bom um estoquezinho, mesmo que bem pequeno, pra atender a algum imprevisto… E qual o mal de planejar melhor o trabalho e distribuir melhor as horas extras, um pouco por dia, para não termos que nos matar em algums dias da semana?! Sei lá, eu não entendo nada de Administração! Mas se um dia eu abrir uma empresa, ela vai ter estoque! =P

Oiii!
Então,trago uma mensagem muito importante daqui… São Paulo 2 X 1 Guaratinguetá, pelo campeonato paulista!! huahauhauahua
O Imperador Adriano marcou duas vezes e foi o grande astro da primeira vitória do Tricolor no Campeonato Paulista diante do Guaratinguetá, fora de casa.
Pelo São Paulo jogaram Rogério Ceni; André Dias, Juninho (Alex) e Miranda; Joilson, Hernanes, Fábio Santos (Aloísio), Jorge Wagner e Richarlyson; Dagoberto (Souza) e Adriano.
To vendo que é mais uma taça no armário! rsrs
Abração!
Comentário por Kina, the eldest — Janeiro 17, 2008 @ 10:30 pm
Olá, vi que está a ler o Sartre.
O único livro que li dele foi “O Ser e o Nada” quando cursava filosofia em SP. Confesso que não fui muito com suas idéias (dele, Sartre). Ele coloca a Filosofia num patamar quase inintelegível e é disso que não gosto. Me dá a impressão que na realidade ele não queria ser entendido, queria ser decifrado. Assim como Kant, Hegel… Gosto de autores mais abertos à discussão, menos dono da verdade. Autores que intrigam o leitor e não aqueles que iluminam a nossa ignorância para nos apontar com o dedo em riste a distância que existe entre nós, simples mortais, e eles, sábios. Afinal o filósofo é o amigo da sabedoria e não seu dono, sendo assim não precisa andar com um martelo a dar marteladas.
Mas não deixa de ser um autor importante para a história da Filosofia…
Um filósofo que gosto bastante é o quase anônimo Miguel de Unamuno. Ele escreve de maneira clara e precisa, com um certo tom de autoridade é verdade, mas sempre deixa um espaço para debatermos com seu texto. Uma delícia. Pena que ainda não é tão estudado nas universidades.
Segue um pequeno texto retirado de sua obra mais importante, “Do Sentimento Trágico da Vida”.
“A dor é o caminho da consciência, e é por ela que os seres vivos atingem a consciência de si. Porque ter consciência de si mesmo, ter personalidade, é saber-se e sentir-se distinto dos outros seres, e só se consegue sentir essa distinção com o choque, com a dor maior ou menor, com a sensação do próprio limite. A consciência de si mesmo não é mais do que a consciência da própria limitação. Sinto-me eu mesmo ao sentir que não sou os outros; saber e sentir até onde sou é saber onde deixo de ser, e a partir de onde não sou.
E como saber que se existe não sofrendo nem muito nem pouco? Como voltar sobre si, lograr consciência reflexa, senão através da dor? Quando se tem prazer, esquecemo-nos de nós próprios, de que existimos, entramos noutra coisa, alienamo-nos. E só nos ensimesmamos, voltamos a nós próprios, a sermos nós, na dor.”
Comentário por Fabio — Janeiro 19, 2008 @ 4:05 pm
depois do comentario anterior nao sei nem o que falar rsrsrsrs e pra completar o comentario inutil, jah ouvi falar de pessoas q Kgm de cocoras rsrsrsrsrs achava q era lenda, mas depois do q vc comentou aih… sem contar que tb me disseram q é a maneira ideal de se fazer essas necessidades (sim, como você vê, é um comentario completamente dispensável hahaha)
E sobre o just-in-time, não pense que você estava (geograficamente) muito longe disso… onde eu estava trabalhando, era 8 ou 80… se o “superior” pedia um estudo pra ontem, tinha que mobilizar o departamento todo pra correr com isso…
Comentário por given-to-fly — Janeiro 22, 2008 @ 8:49 pm
Bom, vendo os seus comentarios posso dizer que o nosso sanitário eh bem melhor e mais pratico do que esses que tem em alguns lugares ai!!! Eu nunca vou querer usar um sanitário assim, so se for um caso de extrema necessidade!! Hahahaha!!! Mais beijões pra vc!!!
Comentário por J.M. — Janeiro 27, 2008 @ 8:24 am
Muito bom o texto sobre o Just in Time, estou fazendo um trabalho sobre isso, e este texto me deu uma visao muito boa!!! Até mais!!!!!!
Comentário por Ulisses — Junho 10, 2008 @ 6:58 pm