in a blanket of clouds…

Dezembro 12, 2008

Velha…

…e perdida! Vim falar com o professor para orientar meu trabalho final de graduação e acho que ele me esqueceu… Depois de 2 h esperando, desisti e vim mandar um email tentando marcar outro dia…

As pessoas nos computadores em volta estão fazendo a matrícula para o próximo semestre e se questionando se pegam tal ou tal professor (vontade de palpitar… esse último é muito ruim!!!), se fazem Paisagismo ou não, se a optativa tal é boa… Devem estar no primeiro ano, indo pro segundo… Eu estou caminhando pro sexto o_O! Nem comecei o trabalho final e não faço idéia do que fazer… E não queria muito que a faculdade acabasse, até porque não me sinto preparada pra sair desse conforto de ser estudante e estagiária, sem tantas responsabilidades, com horário até que flexível… Mas só é possível seguir em frente…

E é hoje… 23… Nunca gostei muito desse dia porque parece que é só pra me lembrar que o tempo está passando, a vida está passando e não tenho controle sobre isso… Mas estou muito satisfeita com a maioria das coisas da minha vida e sei que não há motivos pra pensar de maneira tão deprimente. Então decidi que mereço uns presentinhos e vou dar um jeito de providencia-los! XD

E já ganhei uma ótima manhã jogando videogame! =) E um presentinho da sogra, muito fofa! *feliz*

Maio 23, 2008

Kanpai!

Chorando copiosamente escrevo esse post… Não achei que me sentiria assim, não achei que os laços se fariam tão fortes… Só descobri na hora de ir embora que hoje* foi meu último dia (amanhã vai ser yasumi – dia de folga)… Tirei tudo do armário, deixando um vazio incômodo. Bati o cartão de ponto pela última vez e pela última vez olhei para o refeitório, para o escritório, o depósito… as bancadas, os daishas cheios de peças, a bagunça… Me despedi de cada um com um choro contido e recebi sorrisos sinceros em rostos que me desejavam boa sorte e diziam que ainda nos encontraríamos um dia, mas que sei que nunca mais verei… O shachô e a esposa me disseram para voltar a trabalhar pra eles caso retornasse ao Japão; o irmão do shachô correu atrás do carro para apertar minha mão e me dar um tchau… E eu que pensei que os laços não se fariam tão fortes…

Ontem* foi aniversário do shachô e teve churrasco brasileiro na fábrica, depois do expediente. Picanha, linguiça, vinagrete, pão de forma, caipirinha… Parabéns pra você em Português mesmo, pagode, forró e muitos ‘kanpais’ (maneira como os japoneses brindam)… 9 da noite e todo mundo animado, alguns até demais! Inclusive o shachô, que resolveu fazer um discurso infinito pra demonstrar sua felicidade e, depois, ficou nos contando de suas travessuras de criança com fogos de artifícios! E foi muito bom sentir essa proximidade, esse clima de intimidade entre todos. Ali não estavam mais chefes e colegas de trabalhos, mas sim amigos, pessoas que se gostam.

9 e meia da noite e após alguns olhares raivosos do vizinho, o shachô ligou para um amigo, dono de um sunaku (snack bar) e fechou o bar pra gente, tudo por conta dele! E aí a noite ficou bem japonesa: karaokê e biru (= beer = cerveja). Mas, claro, com toda a alegria brasileira: todo mundo dançando, fazendo piada, zuando! Inclusive os japas! Muito divertido!

E no meio da noite, o shachô dedicou uma música pra mim! *.* Não entendi nada do que ele falou e a princípio achei que estava pedindo pra eu ir lá cantar com ele… Mas entre as poucas palavras em Japonês do meu vocabulário, entendi um “mata doyobi” e um “arigato ne” e ai o coração apertou… Mais ainda quando a esposa dele veio falar comigo, agradecendo também, e começou a chorar… E, sem saber o que fazer, dei um meio abraço nela (japoneses não gostam muito de contato… =P).

Mais de uma da manhã e ninguém falando em ir embora! Isso em plena quinta-feira!!! Até brinquei com o irmão do shachô: “Ashita, yasumi ne?” (Amanhã é folga né?), ele deu uma risadinha e desconversou. Acabei indo embora quase 2h com as meninas do bafu (buffer, aquelas politrizes), as últimas a entrarem na fábrica, mas as mais divertidas de todo o pessoal. Estão sempre fazendo piada, cutucando, rindo! Sempre espalhando alegria, alegria que vai me fazer muita falta também…

E hoje foi um dia de trabalho difícil: todo mundo esgotado, alguns de ressaca, hora não passando e muita coisa pra fazer! Passei o dia inteiro ansiosa por ir embora, desejando mais que tudo deitar no meu futon duro e dormir pelo resto da eternidade (exagerada, sempre =P). Mas quando soube que justo esse, o mais cansativo de todos os dias que trabalhei lá, era meu último, a vontade era de ficar mais um pouquinho, de passar mais alguns instantes carimbando e embalando as peças, de ter mais um kyukei (intervalo) em companhia daquelas pessoas, ouvindo as brincadeirinhas bobas, as reclamações sobre o trabalho, as fofoquinhas…

Queria guardar tudo isso comigo, cada instante que vivi lá, cada sorriso, cada conversa… a maneira como a japonesada pronuncia meu nome, as tentantivas (frustradas na maioria das vezes) de me comunicar… Porque lá, de alguma forma, me senti em casa, me senti querida… E é triste saber que não vou ter nada disso mais, que vai ser quase impossível encontrar novamente com algum deles… Talvez algum dia, who knows? Mas ficam todas as lembranças e agradeço muito a todos eles pelo que vivi aqui e pelo que estou sentindo agora… Porque se as lágrimas escorrem tanto é que tudo foi bom e valeu a pena e vou leva-los sempre no meu coração, onde quer que eu esteja…

* Era para eu ter terminado e publicado o post ontem, mas por uma impossibilidade técnica (leia-se, cansaço + olhos inchados de tanto chorar) não consegui. Portanto, ontem é anteontem e hoje é ontem! E amanhã é amanhã mesmo, o futuro me espera, chega de chorar! =)

The Counting Crows . Angels of the Silences
Well I guess you left me with some feathers in my hand
Did it make it any easier to leave me where I stand?
I guess there might not be too many who would stand beside you now
Where’d you come from? Where am I going?
Why’d you leave me ’till I’m only good for…

Waiting for you
All my sins…
I said that I would pay for them if I could come back to you
All my innocence is wasted on the dead and dreaming

Every night these silhouettes appear above my head
Little angels of the silences that climb into my bed and whisper
Every time I fall asleep Every time I dream
“Did you come? Would you lie?
Why’d you leave us ’till we’re only good for…

Waiting for you
All my sins…
I said that I would pay for them if I could come back to you
All my innocence is wasted on the dead and dreaming

I dream of Michelangelo when I’m lying in my bed
Little angels hang above my head and read me like an open book
Suck my blood break my nerve offer me their arms
Well, I will not be an enemy of anything
I’ll only stand here

Waiting for you
All my sins…
I said that I would pay for them if I could come back to you
All my innocence is wasted on the dead and dreaming

Dezembro 14, 2007

22 + 2 dias

Arquivado em: aniversário, família, feelings, memories, mimos, vida confusa — Tags:, , , — melodyfairy @ 3:59 pm

Pois é, não deu tempo de escrever um post de aniversário. A correria era tanta… alguns dias sem dormir, tanta coisa pra fazer e nos poucos minutos que restavam eu só queria fechar um pouquinho os olhos e fingir que descansava alguma coisa! Achei que não sobreviveria até hoje, vivendo à base de cafeína e Salonpas daquele jeito! Pois é, sou bem dramática.. mas uma coisa é certa: quer diminuir em alguns anos sua expectativa de vida? Então estude arquitetura! =P

Não tem nada mais compensador, no entanto, do que, depois de tanto caos, dormir até 1 e meia da tarde, e sem qualquer remorso por estar cometendo um dos pecados capitais. O sono dos justos! E, de pijama ainda, pegar aquele livro que ficou encostado pela falta de tempo e poder apreciar cada palavrinha… E poder conversar coisas triviais com minha mãe sem ter que cortar o assunto para terminar algum trabalho extremamente urgente… E ficar aqui na internet de bobeira, fuçando blogs, respondendo scraps, escrevendo minhas besteiras!

Mas é pra ser um post atrasado de aniversário, né? Ok, vamos lá…

Até meus 10 ou 11 anos, sempre comemorava meu niver com uma festança! Minha mãe, artista como é, fazia várias mesas lindas… A primeira foi dos Ursinhos Carinhosos! Depois teve Mônica, Barbie, Moranguinho… Meu pai preparava um bom churrasco para a família inteira! E vinham meus priminhos e ficavamos correndo e brincando o dia todo! Era sempre uma alegria! Essas épocas de inocência são as melhores! Porque depois somos obrigados a crescer, encarar responsabilidades e perceber que as coisas muitas vezes não são tão felizes assim…

Lá pelos meus 12 anos, as coisas começaram a mudar… A empresa que meu pai trabalhava abriu falência, muita gente querida morreu… e, por muita fofoca e falsidade, meus pais quase se separaram… Comecei a perceber que, enquanto para as crianças as festinhas eram só alegria, para os adultos eram um jogo de aparências… E comecei a desenvolver uma aversão absurda por essas comemorações! Porque para mim marcavam duas coisas: que eu estava saindo cada vez mais do meu casulo de inocência, no qual tudo era brincadeira e alegria; e que eu estava entrando cada vez mais nesse jogo de falsidades… Daí a síndrome de Peter Pan e minha aversão por aniversários.

Este ano não seria diferente… A correria com a facul estava tão grande que seria uma boa desculpa pra deixar tudo isso de lado! =P

Mas receber amigos queridos, bolo feito especialmente pela irmã (que estava bom, apesar de feio! hahaha) e um presente especial ^^; e alguns emails e abraços sinceros e mensagens bonitas; e umas mensagens offline no msn e o telefonema mais especial na manhã mais insana… Tudo isso não tem preço mesmo! Agradeço demais por todo o carinho, porque sei que muitas vezes não o mereço.. =)

Mas ainda prefiro esquecer que estou ficando tão velha! =PPP

Blog no WordPress.com.