in a blanket of clouds…

Janeiro 5, 2009

Going crazy…

Arquivado em: arquitetura, enrolando, grrr, trabalhando — Tags:, , — melodyfairy @ 12:16 pm

Desabafo momentâneo…

Porque minha chefe me mandou trocentas mensagens ontem meia-noite pra falar tudo o que eu tinha que fazer hoje “o mais cedo possível”. E eu chego no escritório e está tudo de cabeça pra baixo, estantes vazias, livros em cima da mesa, quadros no chão. E um pintor me liga falando “pra gente dar um jeitinho” porque ele pintou as paredes no sábado e não deu tempo de esperar a tinta secar pra arrumar as coisas. E descubro, por email, que a secretária que eu adorava foi demitida e  que é pra ajudarmos com o telefone até contratarem outra, o que só vai ser em Fevereiro. E estou sozinha e louca desde então, tentando atender mil ligações, resolver problemas com o fornecedor, resolver problemas na obra… E o telefone não pára de tocar e eu odeio telefones (ainda mais agora). E a chefe não pára de chamar no Nextel e eu descobri que odeio Nextel, ainda mais que telefone. E acho que o “pára” já não tem mais acento, mas não li direito as mudanças na Língua Portuguesa e não tenho certeza! =P E não consigo fazer a impressora funcionar de jeito nenhum. E também não estou conseguindo fazer mais nada direito porque toda hora liga alguém pedindo pra ligar pra outra pessoa, ou pra mandar o projeto tal, ou pra deixar recado pra fulano e etecétera, etecétera, etecétera…

Será que aguento um mês desse jeito? o_O

Preciso de chocolate, URGENTE! *dieta de 2009 indo pro buraco*

Chega de besteira, melhor voltar ao trabalho!

Outubro 14, 2008

Sickness

Arquivado em: feelings, grrr, vida confusa — Tags:, , — melodyfairy @ 9:00 pm

Fabre de quase 40º e calafrio… Dor na barriga, mal estar, tontura, ânsia, diarréia, prisão de ventre… Jaqueta no calor de 32°… Olhos queimando, boca seca queimando… Muita sede e falta de apetite…

Nunca tinha passado tão mal, fim de semana inteiro dessa forma…

Tanta coisa pra fazer e só assim pra eu conseguir escrever algo nesse blog abandonado… Mas a cabeça ainda lateja, o que me impede de pensar direito. Mais que de costume! =P Tenho um atestado de uma semana pra ficar em casa fazendo nada, como hoje: Eu, a patroa e as Crianças, Cinderela no Cinema em casa, tosquices do Videoshow, esposa reclamando da falta de sexo com o marido na Márcia, mulher reclamando que a irmã ri demais no Casos de família, sequestros e afins em todos os telejornais… Um dia deveras muito produtivo! (Será que eu aguento mais uns 5 assim??? o_O)

Sem contar, é claro, as muitas horas no posto de saúde, + duas bolsas de soro na veia, +Buscopan, + Dipirona, – 2 ampolas de sangue e um potinho de urina, + muitos comprimidos pra tomar.

Ok, acontece! Pelo menos eu tinha quem cuidasse de mim esses dias todos s2. Muito obrigada, fofinho! ^^

Março 17, 2008

Meio vazio, meio cheio

Passei o dia inteiro down, me sentindo vazia, vontade de chorar por nada, pensando em problemas cuja solução parece muito além do meu alcance (acho que começo a entender meu último sonho…). O dia estava cinza, a praia estava suja, o trabalho estava chato. As conversas eram as mesmas, as pessoas eram as mesmas, a vida seguia lá fora e a música me deprimiu mais (The Cure sempre me deprime… “I’ve been looking so long at these pictures of you…”). E, pra finalizar, o chefe pediu que eu ficasse até 23h40 (16h do meu dia dentro daquela fábrica).

Cheguei em casa acabada, já pensando em um post-desabafo. Conectei o iPod no PC e dei o play aleatoriamente. Moloko! Quando me dei por mim, já estava dançando bizarramente enquanto preparava meu bentô (marmita, coisa de operário pobre! hahaha), fazendo caretas pra mim mesma no espelho, tropeçando no meu próprio pé e rindo sozinha que nem boba!

“…save me from fading afraid

the tears of a fool on parade

quietly turn into stone

make me flesh and bone…”

Pois é, eu sei, devo ter uns parafusos a menos! E distúrbios bipolares! =P

” Sei que há contas a pagar

e há razões pra terminar

a semana toda ficou para trás

ela tem trabalhado demais

e no seu apartamento

ela se esquecia de tudo

não havia contratempo

ela segurava o seu coração

e largava as roupas pelo chão”

Ludov . Princesa

Fevereiro 9, 2008

Sobre discos quebrados e carneiros

Há fases nas quais meu humor gira em torno de uma frase do Sartre: “O inferno são os outros”. Estou absurdamente anti-social esses dias e só de ouvir a voz de certas pessoas já me sinto irritada… Porque às vezes parece que todo mundo só abre a boca pra repetir as mesmas coisas: o mesmo discurso furado, as mesmas histórinhas sem graça, os mesmo dramas pessoais… Como discos quebrados que não saem da mesma faixa. E mesmo músicas boas, se ouvidas com muita frequência, acabam enjoando. Falta um som novo, uma entonação diferente, um ritmo que surpreenda…

Neste instante, faz um frio danado e estou com as mãos dormentes. Nem parecem minhas. E, por falar nisso, o cérebro também não parece meu. Está nevando. Uma neve que se parece com o cérebro dos outros. E se acumula como o cérebro dos outros.

Eu mesma tenho me sentido um disco velho quebrado… Sempre reclamando das mesmas coisas, sempre paralisada pelas mesmas frustrações, sempre repetindo os mesmos erros… E me irrita não ser do jeito que eu gostaria, me irrita a falta de força, a lágrima que escorre e a voz que falta…

Mas você sempre foi capaz de compreender todas as coisas que não consigo explicar direito. O problema é que, quanto mais aumenta sua capacidade de me compreender, menor fica a minha de me explicar. Devo ter um defeito congênito qualquer.

Todo o mundo tem defeitos, é claro.

Mas no meu caso o maior defeito é que, com o passar dos anos meu defeito fica cada vez maior. Como se eu estivesse criando uma galinha dentro de mim. A galinha bota ovos, os ovos transformam-se em novas galinhas, essas galinhas tornam a botar ovos. Será que um ser humano consegue continuar vivendo com tantos defeitos dentro de si? Claro que consegue. E esse é o problema, no fim das contas.

E desde pequena minha mãe diz que me refugio nos livros e é verdade. Desde o Gato Sapeca, que li na primeira série, me foi aberto um mundo paralelo, sempre em renovação, com as situações mais surpreendentes e personagens apaixonantes… e no qual tenho o poder de sentir e viver outras vidas, outros pontos de vista, outros dramas, outras alegrias, outros lugares…

Deixe-me falar de cidades.

Não da nossa, onde você e eu nascemos, mas de outras, desconhecidas.

Existem no mundo cidades de todos os tipos, realmente. Cada uma com suas particularidades incompreensíveis, e são elas que me atraem. Por essa razão tenho percorrido diversas cidades nestes últimos anos.

No momento tenho me refugiado na atmosfera surreal dos carneiros de Murakami (livro do qual tirei as citações desse post). E embora os outros dois livros que li dele (Minha querida Sputinik e Norwegian Wood) tenham me empolgado bem mais, Murakami é sempre Murakami: maravilhoso!

A história é bem bizarra, ainda mais se contada assim, com minhas palavras superficiais… Um jovem publicitário recém-separado e sua namorada de orelhas estonteantes, capazes de encantar a qualquer homem e com um poder especial de percepção, saem por Hokkaido em busca de um carneiro especial com uma estrela nas costas, que teria o poder de entrar no corpo das pessoas e, assim, teria formado e chefiado a maior organização do submundo japonês. E em meio a esse universo fantástico, a solidão de cada uma das personagens, a obstinação por algo, a falta de obstinação, o sexo por sexo, a procura de amor… os caminhos pessoais sempre solitários, mas sempre buscando no outro algo que os complete… ou na bebida, nos vícios, num telefonema para um anúncio qualquer de jornal…

- As células se renovam a cada mês, até mesmo neste exato momento em que conversamos – disse ela estendendo a mão delicadamente diante dos meus olhos. – Quase tudo o que você pensa saber a meu respeito são apenas lembranças.

Ela possuía – pelo menos até um mês antes do nosso divórcio – esse jeito cristalino de pensar. Era capaz de apreender a realidade com admirável precisão. Ou seja, o princípio de que, se você fechou uma porta, não deve abri-la de novo, mas que nem por isso você pode deixá-la sempre aberta.

O que sei hoje a respeito dela são apenas lembranças. E as lembranças se desfazem rapidamente, como células decrépitas ou mortas. E eu nem sei com exatidão quantas vezes fizemos sexo.

Faltam umas 50 páginas para o livro terminar e mal posso esperar pelo desfecho. Porque, pelo menos das outras vezes, os finais foram totalmente inesperados e muito bons! Mas a história toda é totalmente envolvente por possuir toda essa carga de sentimentos e contradição que, acredito eu, cada ser humano leva consigo.

- Bem que eu queria ter também alguma coisa para procurar, sabe? – disse o gerente. – Mas, para começo de conversa, não sei nem o que procurar… Meu pai passou a vida inteira em busca de alguma coisa. Aliás, ele continua. Cresci ouvindo-o contar a história de um carneiro branco que lhe apareceu em sonhos. A vida é isso, pensei. Isto é, pensei que a vida tem de ser uma busca contínua.

P.S.: Se o post pareceu dramático demais, a culpa é da maldita TPM (ou de distúrbios bipolares, vai saber!)! =P

Dezembro 27, 2007

Offline

Arquivado em: Japão, grrr — Tags:, — melodyfairy @ 4:16 am

2 dias sem conexão com o mundo! Que dramática! Mas é verdade! Que desespero ficar sem Internet por aqui!

Meu pai solicitou conexão por fibra óptica e vieram instalar ontem pela manhã. Dois japoneses que não falavam absolutamente nada de Inglês, um esforço absurdo pra tentar entender o que eles queriam dizer! Instalaram e foram embora…

Quando tentamos conectar, felizes da vida por acharmos estar com conexão de Primeiro Mundo, nada funcionou… =S E lá vai ligar pro número do helpdesk que o japonês deixou! Só que a parte em Português é impossível, sempre sempre ocupada!Ai vieram todos os vizinhos aqui pra tentar fazer a Internet funcionar e nada…

Hoje já comecei a ligar pro helpdesk antes do horário de funcionamento, mas a parte em Português já começa o dia congestionada! Só me restou apelar para o Inglês. A moça que me atendeu é uma santa, vai para o céu com certeza! hahaha! Mas fiquei feliz, até que meu Inglês está comunicável! =)

Mandaram de novo os dois japoneses de ontem. Eles mexeram e me mandaram ligar de novo pro número pra configurar. “Setsumei! Eto…”, um deles me disse, apontando pro número e pensando numa forma de explicar… Olhei no dicionário, ele viu que eu o entendi e foi embora fazendo aquelas reverências japonesas. Engraçado!

Preciso aprender Nihongo logo! É triste estar aqui, cruzar com um monte de gente e não poder me comunicar… Enquanto estou sem emprego, tenho assistido uma novelinha besta tipo Malhação à tarde pra ver se me acostumo com a língua e começo a aprender alguma coisa! Vamos ver se dá certo! Pelo menos o que é setsumei eu já sei! =P

Posts mais antigos »

Blog no WordPress.com.