in a blanket of clouds…

Fevereiro 26, 2009

Carnaval

Arquivado em: amor, degustando, feelings, fotografando, vida urbana — Tags:, , , — melodyfairy @ 3:53 am

=D

Fevereiro 21, 2009

Um monstro

Arquivado em: arquitetura, divagações, feelings, literatura, vida confusa — Tags:, , , , , — melodyfairy @ 3:49 am

É como me sinto agora: um monstro. Caxumba em pleno Carnaval! Tudo bem que nem gosto de Carnaval, assisto só um pouquinho dos desfiles porque acho bonitos os carros alegóricos. E gosto de assistir a apuração (não sei direito porquê, já que não acompanho quase nada dos desfiles). Mas enfim, caxumba ninguém merece, ainda mais num feriadão…

E eu que achava minha cara redonda e gorda, nunca imaginei que ela pudesse ficar tão maior… E o pior, cada vez que olho no espelho, ela parece maior ainda!

E eu que sou uma grande apreciadora da gastronomia (hahaha) e não consigo viver sem um chocolatinho, não tenho conseguido comer quase nada… Porque qualquer coisinha que eu coloco na boca me causa uma dor absurda no ouvido, absurda meeesmo…

E cá estou, no meio da madrugada, fuçando blogs de culinária e de emagrecimento (contraditória, eu? =P). As únicas coisas boas disso tudo são que 1 kg já se foi e parece que vou ter muito tempo para ler e cuidar do meu rancho no Harvest Moon.

***

Por falar em leitura, tenho lido bastante! Esperar o fofinho sair da faculdade (acho que fui mais na dele em 1 mês do que na minha em 1 semestre! XD) me faz ficar longe das coisas inúteis na internet e dedicar meu tempo aos livros (e mangás, influência dele).

Últimos lidos, que nem comentei:

Haruki Murakami . Kafka on the Shore – Excelente, como todos dele que eu já li. E, como os outros, fala das relações humanas, das buscas de cada um, da solidão… Repleto de surrealismo, de coisas fora do normal que, entretanto, não tiram nem um pouco a realidade de tudo o que o livro passa.

Truman Capote . Breakfast at Tiffany’s – O livro mais lindo que li no ano passado, formado por contos dentre os quais o Breakfast at Tiffany’s, que originou o filme. Fala muito de sentimentos e sonhos e é do tipo que se lê chorando e sorrindo e se termina com um ar meio melancólico. Uma pena que meu Inglês ainda seja muito pobre pra entender toda a complexidade do que ele escreve, para captar todos os detalhes das descrições…

Vladimir Nabokov – Lolita - A história já é bem famosa por causa do filme do Kubrick, que acho que retratou bem o livro (vi o filme antes, há muito tempo, e lembrava de muitas cenas enquanto lia). Conta a história de um homem psicótico fascinado por menininhas de 12, 13 anos de idade. E é bacana entrar na mente dele através de sua narrativa, em primeira pessoa, como uma carta de confissão, que vai mostrando tudo o que ele pensa e sente e tudo o que planeja para ficar com sua Lolita.

Haruki Murakami . Underground - Outro Murakami, mas bem fora dos padrões do que tinha lido dele até agora. Underground é um livro com entrevistas com pessoas envolvidas e que tiveram suas vidas modificadas pelo ataque de gás sarin no metrô de Tokyo em 1995, colocado em prática por uma organização religiosa chamada Aum. Há entrevistas bem tocantes, tanto de pessoas indignadas com as sequelas deixadas pelo sarin ou com a morte de alguém querido quanto de outras que sentem como se tivessem renascido depois do ataque. E também há o outro lado da história, com pessoas que fazem ou fizeram parte da Aum mostrando suas crenças, o estilo de vida que levavam e o que acharam do ataque. Uma discussão interessante sobre fanatismo em geral e, para mim, ainda mais interessante por mostrar diversos estilos de vida e formas de pensamento, além de ter como cenário alguns lugares pelos quais passei no Japão.

Clarice Lispector . Água Viva – Um livro de reflexões, bem no formato de linha de pensamento, bem Clarice mesmo. Uma espécie de carta a alguém de quem a personagem principal dependeu bastante, cheia de passagens tocantes sobre sentimentos, sobre a vida e sobre a arte.

Gabriel Garcia Márquez – Memórias de Minhas Putas Tristes – Sobre um velho que sempre fugiu de relacionamentos mas que, ao completar 90 anos, resolve se dar de presente uma jovem virgem e, só então, se apaixona. O tema lembra muito o de A Casa das Belas Adormecidas do Kawabata (que é, inclusive, citado logo no começo), mas as semelhanças param aí. Muito bonito e otimista.

Alain de Botton – Arquitetura da Felicidade – Gostoso de ler e muito interessante, com um pouco de História da Arquitetura e muita crítica e reflexão. Mesmo (e talvez, principalmente) para quem não é arquiteto e acha a arquitetura algo supérfluo. Porque as construções também tem vida e podem influenciar bastante em nosso estado de espírito. E por isso, devem ser pensadas além da funcionalidade, considerando a beleza e os ideais que queremos que elas passem. É bacana que ele fala de diversos aspectos da arquitetura, em diversas escalas (desde o design ao planejamento urbano) e traça paralelos com sua experiência pessoal em diversas partes do mundo.

+ o lado nerd aflorando:

Akira Toriyama . Dragon Ball - Ainda estou no comecinho, quando o Goku ainda é criancinha e tudo se passa muuuito rápido, com muitos personagens aparecendo e sumindo de um capítulo para o outro. Mas a história é bem criativa e se baseia em lendas da cultura oriental, bem interessante.

Masashi Kishimoto . Naruto - É o mangá que mais estou gostando de ler até agora. Porque a trama é bem desenvolvida, os personagens também, não é tão infantil e nem adulto, é uma leitura gostosa e os desenhos são bem bonitos. Só fico um pouco confusa e demoro a entender o que acontece nas lutas (se estão chutando ou socando ou pulando, quem bateu em quem… =P).

Lido:

Tsugumi Ohba e Takeshi Obata . Death Note – Gostei bastante mas é bem pesado. Conta a história de um caderno deixado na Terra por um Shinigami no qual qualquer pessoa que tiver o nome escrito nele morre. O caderno é encontrado por um estudante que vê nele a possibilidade de consertar as coisas erradas do mundo. Embora a intenção inicial seja boa (apesar de ser bem questionável esse direito de matar), no decorrer da história ele vai perdendo a noção dos limites e passa a eliminar todos aqueles que transpõem seu caminho, inclusive o próprio pai. A história é bem pensada mas algumas coisas são um pouco forçadas. E faz pensar bastante sobre ética e atitutes… O que cada um faria se tivesse um caderno desses?

Fevereiro 2, 2008

Meu Carnaval

Arquivado em: Uncategorized — Tags:, , , , — melodyfairy @ 11:20 am

Feriadão de Carnaval no Brasil, visitas aqui no blog diminuindo, todo mundo viajando (imagino) e eu aqui! Só não vou assumir minha inveja porque não sou assim tão fã de Carnaval. Gosto de samba, mas não exatamente o das escolas de samba… e deprecio axé e afins. Mas gosto bastante da festa, da alegria e energia das pessoas e da arte das fantasias e carros alegóricos! Não tenho paciência de assistir aos desfiles todos, mas acompanho alguma coisa. E adoooro a apuração! Mesmo que não tenha assistido nada dos desfiles! hahaha! Maluquices minhas!

Já fui uma vez no Anhembi, assistir ao desfile do Grupo 1! Abertura com show do Bello (ergh!), na época em que ele ainda não era criminoso (ou não tinham descoberto). Para verem como faz tempo!!! O desfiles foram bonitinhos mas um pouco pobres… Um dia ainda vou em um do Grupo Especial!

Bom, pelo menos não passei a sexta-feira (sábado aqui) de Carnaval trabalhando! Tínhamos pedido o dia de folga para passarmos com meu pai, mas no fim das contas acabaram dando folga pra todo mundo! =)

Acordamos cedinho, lavamos roupa, fizemos uma faxina básica e saímos de bicicleta até a estação de trem! No caminho, passamos na lojinha do Júbilo e finalmente comprei uma camisa, número 9, Nakayama! Dia nublado mas bonito, sem vento, ótimo para andar por aí!

Pegamos o trem para Hamamatsu e ficamos por lá andando pela cidade. Estava praticamente me sentindo em São Paulo, pois metade das pessoas pelas ruas eram brasileiras! Muitas lojas tinham atendentes brasileiros ou pelo menos as plaquinhas dos produtos em Português! Parece que até desfile de Carnaval tem por lá! Só que hoje não vi nada… Talvez seja no domingo.

Andamos de loja em loja só olhando as coisas, algumas bem caras e totalmente fora de cogitação! o_O Acabamos não comprando nada e almoçando no Mc Donalds, comida beeem saudável, mas uma das coisas mais baratas por aqui (e seguras, quando não se fala Nihongo e não se conhece os restaurantes ao redor…). E, de lá, fomos para Bentenjima.

Bentenjima é uma cidade à beira-mar que parece viver de criação (ou seria plantação?) de nori (alga marinha). A cidade mesmo parece falida, um monte de prédios velhos, lojas abandonadas… Mas a água é de um verde cristalino, através do qual se vê conchinhas, pedras, algas e sirizinhos!

Andamos por uma espécie de baía, na qual construíram um torii no meio do mar. Segundo meu pai, o bonito é o pôr do sol lá! Mas, infelizmente, o sol andava escondido desde manhãzinha…

Acabamos voltando pra Hamamatsu, fomos para um depato gigante (se comparado com o que tem aqui, pelo menos…). E finalmente encontrei uma livraria com livros em Inglês! Inclusive Paulo Coelho, o único brasileiro por lá. Acho que temos coisas beeeeeem melhores a exportar, mas isso é um post à parte… Encontrei Murakami, Kerouac, Capote, Dostoiévsky e tudo bem baratinho! Tudo bem que os livros parecem impressos em papel de pão, mas esperava que fossem bem mais caros mesmo assim (custavam em média R$ 30). Eu, é claro, fiz algumas aquisições, mas com o coração na mão por deixar algumas muitas outras para trás! Não adianta, pode ter um mundo de roupas, sapatos, perfumes, jóias em volta mas se tiver 1 livrariazinha ou 1 sebo, não penso duas vezes onde entrar!

Minha irmã, entretanto, é totalmente o oposto… típica adolescente, fascinada por roupas, sapatos, jóias… Depois do meu momento na livraria, fomos agrada-la um pouco também. Experimentamos óculos escuros e encontramos uma loja de roupas bem bonitas em promoção! Aí meu lado mulher também falou mais alto e fiz mais algumas aquisições… Ficamos na loja até a musiquinha de “estamos fechando” começar a tocar! Tadinho do meu pai que tem que aguentar tudo isso! hahaha!

Bom, depois posto as fotos de tudo! Agora só quero tomar um banho quentinho, deitar no futon, ler um pouquinho e dormir! O sábado aqui nem pareceu de Carnaval, mas mesmo assim foi divertido e cansativo!

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