in a blanket of clouds…

Maio 28, 2008

So much to tell… ou Fragmentos de Hamamatsu

E eu preciso falar da minha Golden Week, do Llosa que terminei de ler e do Murakami que comecei (sim, outro!). Também não terminei os posts da minha viagem à Tokyo e Yokohama na virada do ano! E ainda queria falar do meu apato, da maneira de se viver aqui em geral, da moda bizarra, das promoções! Tanta, tanta coisa que sempre fico perdida na hora de começar e acabo deixando pra mais tarde… E assim o tempo foi passando e já tenho que arrumar as malas pra ir embora… E ainda deixo tanto pra viver aqui e tanto pra contar… E, em contrapartida, levo tanto pra ser vivido e tanta bagagem nas costas, experiências de vida, emoções, causos!

Ainda vou falar de tudo, de tudo o que sinto e vejo, das coisas simples que me encantam, dos meus desejos e sonhos… e das frustrações, que sempre existem. Não pretendo parar de escrever porque isso acabou se tornando minha terapia, minha maneira de não enlouquecer de vez com o caos desse mundo e do meu mundo…

Ontem fui para Hamamatsu. Sem muito o que fazer aqui, acabei levando minha câmera nova (item 11 dos 101 riscado!) para tirar fotos aleatórias e tentar aprender a mexer na bendita. Cheguei por volta das 6 da tarde e fiquei até quase 10 h andando pelas ruazinhas, olhando as lojas e as pessoas…

Incrível como tudo aqui induz ao consumo, impossível sair de casa e não gastar alguma coisinha… Vitrines bonitas, lojinhas acolhedoras, maquininhas de bebidas por todos os lados e os tais combinis (minha maior perdição!)… Entre uma foto e outra comprei: 1 calpis, 1 chá verde, 1 madelaine, 1 pacotinho de pão de queijo, 1 bolo de melão (nossa, como eu como!) e 3 blusinhas (1 por 500, 3 por 1000! Aqui também tem dessas promoções de feira! hahaha). E olha que eu até que sou controlada!

Também fico olhando as pessoas, o jeito como se vestem, as expressões faciais… É todo mundo tão chique, roupas diferentes, acessórios diferentes… Todo mundo tentando ser diferente! E sempre acabo achando que sou diferente na minha normalidade… Diferença que me incomoda. Mas, enfim… Vontade de fotografar todo mundo, mas o que sobra de vontade, falta de coragem… E acabo ficando mesmo nas paisagens, nos prédios, nas estátuas e nas aranhas.

E, andando, encontrei a balada que fui no sábado com as meninas do trabalho e cheguei ao Castelo ao qual tinha ido de ônibus da outra vez… E fui fotografando tudo o que me chamava a atenção, testando diferentes tempos de abertura, mexendo no foco, apertando até os botõezinhos que ainda não sei para que servem… O que me fez concluir que ainda não sei naaada de fotografia! =S Preciso estudar muito e praticar ainda mais!

Mas ficam aqui alguns fragmentos que consegui captar… Gostei de algumas fotos, passam bem o clima que gosto aqui no Japão! =)

Março 30, 2008

Sakuras!

Arquivado em: Japão, andanças, feelings, fotografando, mimos — Tags:, , , , , , — melodyfairy @ 11:28 am

Emendando um post no outro, só para dizer que eu as sakuras abriram!!! Fomos hoje de manhã lá para fotografar… e é tudo lindo, mágico e absurdamente encantador!!! Um presente estar aqui nesse momento! =) Uma pena que o dia tenha sido nublado desde manhãzinha e que tenha chovido a tarde toda… As fotos seriam tão mais bonitas se o céu estivesse azulzinho, como no dia desse post… Já estou até planejando cabular um dia de serviço essa semana =~ se o tempo estiver bom, só para ficar admirando as sakuras (e para desacelerar um pouco). Afinal, daqui uns dias elas já estarão caindo todas…

“Posso até pensar que foi tudo sonho
ponho o meu sapato novo e vou passear”
Los Hermanos . Sapato novo

Março 26, 2008

Mais do mesmo

“As we walked side by side, I wondered what feelings she held in her heart. And where those feelings would lead her. Sometimes I looked deep into her eyes, but all I could detect was a gentle silence. As before, the line of her eyelids brought to mind the horizon, far off in the distance. At long last I could understand Izumi’s loneliness when we were going out together. Shimamoto had her own little world within her. A world that was for her alone, one I could not enter. Once, the door to that world had begun to open a crack. But now it was closed.”

“What would tomorrow bring? I wondered. Both hands on the wheel, I closed my eyes. I didn’t feel as if I was in my own body; my body was just a lonely, temporary container I happened to be borrowing. What would become of me tomorrow I did not know. Buying my daughter a horse – the idea took on an unexpected urgency. I had to buy it for her before things disappeared. Before the world fell to pieces.”

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