in a blanket of clouds…

Dezembro 1, 2007

Encontros, despedidas e divagações de madrugada

Arquivado em: amizade, divagações, feelings, vida confusa — Tags:, , , , , — melodyfairy @ 2:02 am

Dia corrido, mas bom!

Tarde de diva da zona leste! hahahah! Cabeleireiro com massagem (estava precisando!) por um preço baratinho baratinho! Não gostei muuuito do corte, pra variar.. Nunca gosto, mas acabo cortando mesmo assim! Estou pensando numas luzes, preciso amadurecer essa idéia… Chega uma hora que se enjoa de tudo.. acho que enjoei de ser eu! =P

Depois, despedida de uma amiga que está indo pros States… Fim de ano + quase fim de faculdade = pessoas se dispersando, cada vez mais e mais! Triste! A despedida foi boa pra encontrar com as pessoas… Cada um num ritmo de vida diferente, estagiando, fazendo matérias diferentes… quase impossível de se juntar na facul…

De lá, festinha da Fofito na Med! Revi uma amiga bem rapidinho pois ela estava ajudando no bar! Mas já foi bom! =) E tomei umas batidinhas, o que me deixou um pouco alta! =PPP Fazia tempo que não bebia, estava precisando acho… Pra relaxar um pouco!

E já é dezembro! o_O

Que estranho! Passou tão rápido! Parece que ontem mesmo estava escrevendo o post de Ano Novo no meu antigo blog… E ao mesmo tempo tanta coisa aconteceu!

Engraçado, existe uma época da vida que tudo parece ir tão devagar… que se anseia por crescer, por ter mais idade, por poder entrar na balada, dirigir, por ser dona do próprio nariz… E tem uma época em que tudo parece passar tão rápido que às vezes não dá tempo de aproveitar devidamente… e que se tem uma saudade enorme da infância, da falta de responsabilidade e de todos os sonhos e fantasias que se tinha e que depois viram bobagem… Acho que já estou nessa segunda fase! hahaha!

Síndrome de Peter Pan?? Pois é, sempre! Acho que é por isso que bebo! =P

Novembro 23, 2007

Nas nuvens…

Arquivado em: feelings, memories — Tags:, , — melodyfairy @ 1:54 pm

picture by Stefan Engstrom

Fui me cadastrar no del.icio.us e, procurando um nickname não identificável por indianos intrometidos que parecem querer ser eu, me lembrei de algo da infância e me pus a rir…

… Estava na quarta série de um colégio católico no qual estudei por uns 5 anos. Toda manhã eramos obrigados a formar filas no pátio por ordem de tamanho, de turma e separados por sexo, para cantar o Hino Nacional. Eu, honrando minha ascendência nipônica, era a segunda da fila. Ele era o menino mais baixo da turma, ficava praticamente ao meu lado enquanto o hino tocava. Era bonitinho, cabelos castanhos claros e bem curtos e sua baixa estatura o fazia ainda mais meigo. Mas nunca tinha prestado muita atenção. Sabe como é, sou do tempo no qual crianças de 10 anos costumavam somente brincar ou ter namorinhos bobos, de segurar na mão e tal… Claro que já haviam as mais avançadinhas na época, que já se achavam grandes o suficiente pra se depilar e brincavam de salada mista com os meninos. Mas nunca fui desse grupo: minha turminha era das meninas que pulavam elástico nos intervalos e não eram assim muito populares.

Foi numa aula de matemática que tudo começou. A professora nos mandava resolver os problemas (de divisão… quem dera meus problemas voltassem a ser simples como nessa época!) na lousa, um por um, por ordem de carteira. Na minha vez, o problema estava justamente na parte da lousa logo a frente do primo dele, que estudava na mesma sala e sentava na primeira carteira de uma fileira perto da porta. Assim que eu terminei, o menino, que era uma peste pelo que lembro, me chamou e disse que “o M… gosta de você”. Eu nem sabia o que fazer, fingi que não ouvi e voltei pro meu lugar. No intervalo vi os dois discutindo, ele brigando pelo primo ter contado.

Mas foi por causa de uma aula de Educação Física que me lembrei disso tudo! A professora (Romilda, me lembro dela até hoje! Meio gorda e muito carrasca… o tipo de professora bem marcante na vida do tipo de aluna como eu, meio nerd e com pouquíssimas – pra não dizer nenhuma – habilidades esportivas) havia faltado e tivemos que fazer aula com os meninos. O professor deles nos colocou em ordem de tamanho (o que me fez ficar ao lado dele e do primo) e nos fez dar as mãos numa roda. No final da aula, mãos dadas, os dois começaram a cantar “****** nas nuvens” (onde ****** é meu nome), pra me provocar. Achei o cúmulo do convencimento! Por que eles achavam que eu estaria nas nuvens só por saber que um deles gostava de mim?

Mais tarde comecei a gostar, mas foi desse gostar infantil, que só olha e nunca diz nada (nossa, pensando bem, a maioria dos meus “gostar” é infantil o_O). Colocando assim em palavras não pareceu tão intenso quanto lembrando… Lembranças podem ser tão fortes às vezes! E tudo por causa de um “in clouds” que coloquei depois do meu nick, para disfarça-lo!

Será que daí vem meu fascínio por nuvens? É, parece que elas representam pra mim muito mais do que eu imaginava… Representam a pureza dos amores infantis e tantas outras coisinhas bobas que ficam escondidas em algum cantinho da memória…

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