É como me sinto agora: um monstro. Caxumba em pleno Carnaval! Tudo bem que nem gosto de Carnaval, assisto só um pouquinho dos desfiles porque acho bonitos os carros alegóricos. E gosto de assistir a apuração (não sei direito porquê, já que não acompanho quase nada dos desfiles). Mas enfim, caxumba ninguém merece, ainda mais num feriadão…
E eu que achava minha cara redonda e gorda, nunca imaginei que ela pudesse ficar tão maior… E o pior, cada vez que olho no espelho, ela parece maior ainda!
E eu que sou uma grande apreciadora da gastronomia (hahaha) e não consigo viver sem um chocolatinho, não tenho conseguido comer quase nada… Porque qualquer coisinha que eu coloco na boca me causa uma dor absurda no ouvido, absurda meeesmo…
E cá estou, no meio da madrugada, fuçando blogs de culinária e de emagrecimento (contraditória, eu? =P). As únicas coisas boas disso tudo são que 1 kg já se foi e parece que vou ter muito tempo para ler e cuidar do meu rancho no Harvest Moon.
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Por falar em leitura, tenho lido bastante! Esperar o fofinho sair da faculdade (acho que fui mais na dele em 1 mês do que na minha em 1 semestre! XD) me faz ficar longe das coisas inúteis na internet e dedicar meu tempo aos livros (e mangás, influência dele).
Últimos lidos, que nem comentei:
Haruki Murakami . Kafka on the Shore – Excelente, como todos dele que eu já li. E, como os outros, fala das relações humanas, das buscas de cada um, da solidão… Repleto de surrealismo, de coisas fora do normal que, entretanto, não tiram nem um pouco a realidade de tudo o que o livro passa.
Truman Capote . Breakfast at Tiffany’s – O livro mais lindo que li no ano passado, formado por contos dentre os quais o Breakfast at Tiffany’s, que originou o filme. Fala muito de sentimentos e sonhos e é do tipo que se lê chorando e sorrindo e se termina com um ar meio melancólico. Uma pena que meu Inglês ainda seja muito pobre pra entender toda a complexidade do que ele escreve, para captar todos os detalhes das descrições…
Vladimir Nabokov – Lolita - A história já é bem famosa por causa do filme do Kubrick, que acho que retratou bem o livro (vi o filme antes, há muito tempo, e lembrava de muitas cenas enquanto lia). Conta a história de um homem psicótico fascinado por menininhas de 12, 13 anos de idade. E é bacana entrar na mente dele através de sua narrativa, em primeira pessoa, como uma carta de confissão, que vai mostrando tudo o que ele pensa e sente e tudo o que planeja para ficar com sua Lolita.
Haruki Murakami . Underground - Outro Murakami, mas bem fora dos padrões do que tinha lido dele até agora. Underground é um livro com entrevistas com pessoas envolvidas e que tiveram suas vidas modificadas pelo ataque de gás sarin no metrô de Tokyo em 1995, colocado em prática por uma organização religiosa chamada Aum. Há entrevistas bem tocantes, tanto de pessoas indignadas com as sequelas deixadas pelo sarin ou com a morte de alguém querido quanto de outras que sentem como se tivessem renascido depois do ataque. E também há o outro lado da história, com pessoas que fazem ou fizeram parte da Aum mostrando suas crenças, o estilo de vida que levavam e o que acharam do ataque. Uma discussão interessante sobre fanatismo em geral e, para mim, ainda mais interessante por mostrar diversos estilos de vida e formas de pensamento, além de ter como cenário alguns lugares pelos quais passei no Japão.
Clarice Lispector . Água Viva – Um livro de reflexões, bem no formato de linha de pensamento, bem Clarice mesmo. Uma espécie de carta a alguém de quem a personagem principal dependeu bastante, cheia de passagens tocantes sobre sentimentos, sobre a vida e sobre a arte.
Gabriel Garcia Márquez – Memórias de Minhas Putas Tristes – Sobre um velho que sempre fugiu de relacionamentos mas que, ao completar 90 anos, resolve se dar de presente uma jovem virgem e, só então, se apaixona. O tema lembra muito o de A Casa das Belas Adormecidas do Kawabata (que é, inclusive, citado logo no começo), mas as semelhanças param aí. Muito bonito e otimista.
Alain de Botton – Arquitetura da Felicidade – Gostoso de ler e muito interessante, com um pouco de História da Arquitetura e muita crítica e reflexão. Mesmo (e talvez, principalmente) para quem não é arquiteto e acha a arquitetura algo supérfluo. Porque as construções também tem vida e podem influenciar bastante em nosso estado de espírito. E por isso, devem ser pensadas além da funcionalidade, considerando a beleza e os ideais que queremos que elas passem. É bacana que ele fala de diversos aspectos da arquitetura, em diversas escalas (desde o design ao planejamento urbano) e traça paralelos com sua experiência pessoal em diversas partes do mundo.
+ o lado nerd aflorando:
Akira Toriyama . Dragon Ball - Ainda estou no comecinho, quando o Goku ainda é criancinha e tudo se passa muuuito rápido, com muitos personagens aparecendo e sumindo de um capítulo para o outro. Mas a história é bem criativa e se baseia em lendas da cultura oriental, bem interessante.
Masashi Kishimoto . Naruto - É o mangá que mais estou gostando de ler até agora. Porque a trama é bem desenvolvida, os personagens também, não é tão infantil e nem adulto, é uma leitura gostosa e os desenhos são bem bonitos. Só fico um pouco confusa e demoro a entender o que acontece nas lutas (se estão chutando ou socando ou pulando, quem bateu em quem… =P).
Lido:
Tsugumi Ohba e Takeshi Obata . Death Note – Gostei bastante mas é bem pesado. Conta a história de um caderno deixado na Terra por um Shinigami no qual qualquer pessoa que tiver o nome escrito nele morre. O caderno é encontrado por um estudante que vê nele a possibilidade de consertar as coisas erradas do mundo. Embora a intenção inicial seja boa (apesar de ser bem questionável esse direito de matar), no decorrer da história ele vai perdendo a noção dos limites e passa a eliminar todos aqueles que transpõem seu caminho, inclusive o próprio pai. A história é bem pensada mas algumas coisas são um pouco forçadas. E faz pensar bastante sobre ética e atitutes… O que cada um faria se tivesse um caderno desses?












