in a blanket of clouds…

Março 23, 2008

Flores!

Arquivado em: Japão, andanças, feelings, fotografando, humor, música, poesia — Tags:, , , , , , — melodyfairy @ 12:34 pm

 

Ameixeiras florindo e anunciando o fim do inverno! =)

Começou a primavera! E embora esteja chovendo demais, os dias não chuvosos têm sido lindos, de céu claro e temperatura amena… Ótimos para sair! Mas como o trabalho tem sido bem puxado, acabei dormindo demais hoje e só deu pra dar um passeiozinho pela cidade… que já rendeu umas boas dezenas de fotos e aumentou um tantão meu nível de felicidade! =) Isso porque as famosas sakuras (cerejeiras) nem floriram ainda…

sakuras começando a florir

cemitério aqui perto, cercado por sakuras
arbustos de flores branquinhas lindas, até brilhavam de tão alvas!

E no meio do caminho… (só aqui pra encontrar um canteiro público tão lindo)

rosas perfeitas!
tulipas!
amores perfeitos!
planta esquisita… parecia uma mistura de repolho, brócolis e flor! ahahaha
plantação de chá
foto predileta de hoje! só porque ando romântica! ^^

“Primavera soprando

Pra um caminho

Mais feliz

Mais feliz”

Los Hermanos . Primavera

*sitting, waiting, wishing…*

Fevereiro 17, 2008

the me I am now

Arquivado em: divagações, feelings, vida confusa — Tags:, , , , , — melodyfairy @ 10:52 am

“I think I understand what you mean,” she said in a mature, quiet voice.

“Really?”

“Um,” she answered. “There are some things in this world that can be changed and some that can’t. And time passing is one thing that can’t be redone. Come this far and you can’t go back. Don’t you think so?”

I nodded.

“After a certain length of time has passed, things harden. Like cement in a bucket. And we can’t go back any more. What you want to say is that the cement that makes you up has set, so the you you are now can’t be anyone else.”

Estava há algumas semanas me esforçando profundamente para ler A arte da felicidade do Dalai Lama que meu padrinho me emprestou (e me pergunta se já li toda vez que me liga…). Não que o livro seja ruim… Há passagens interessantes e animadoras, com pinceladas da cultura oriental misturadas com explicações da ciência ocidental a respeito da sensação de felicidade. O problema é que eu simplesmente odeio livros de auto-ajuda! Porque, pra mim, um livro tem que fazer sentir e levar para lugares antes inimagináveis…

Além disso, a essência do livro (ou pelo menos das 100 primeiras páginas que consegui ler) está numa das músicas do The Verve, que tem sido praticamente um mantra pra mim há quase três anos, desde que entrei numa loja de usados em Kuki e comprei o CD sem conhecer direito a banda, só pelo nome parecer familiar e pela capa ter cara de banda boa…

Happiness

More or less

It’s just a change in me

Something in my liberty

Enfim, por tudo isso larguei o Dalai Lama ontem e arrisquei um livro em Inglês, mesmo que eu ainda esteja bem capenga nesse idioma… E, dos tantos que comprei, adivinha qual chamou mais alto? Acho que Murakami me entende, sempre. Nele encontro em palavras coisas que sempre sinto mas que nunca conseguiria explicar tão bem… Logo no primeiro capítulo de South of the border, west of the sun, encontro esse diálogo lindo do começo do post, que me fez pensar em uma porção de coisas…
… 
Na época do colegial, voltava para casa bem tarde, umas 10 e meia da noite (ah, era tarde na época! =P), com o pessoal do técnico. Eramos em 6, 5 dos quais moravam na Zona Leste e pegavam metrô até lá. E era um dos momentos mais divertidos do dia, eu chegava a ter dores de barriga de tanto que ria! O Fernando era o mais divertido de nós! Tudo o que ele falava era tão naturalmente engraçado que era impossível ficar séria perto dele! Ele tinha uma carinha de rato e um ótimo gosto para literatura, música e artes. E adorava revistas científicas!

Foi numa dessas viagens de metrô que ele me falou a respeito da teoria dos mimens (ou algo parecido) que ele tinha lido na última Superinteressante ou Scientific American. Foi a primeira e a última vez que ouvi falar do assunto, até tentei procurar algo na Internet a respeito, para dar veracidade a essa bagunça toda que são meus pensamentos, mas não tive sucesso. Também não lembro direito da explicação, mas dizia que somos todos formados por mimens que, segundo os resquícios da teoria que ficaram na minha memória, são como partículas de idéias… A cada segundo, novas partículas se agregam ao nosso ser e, por isso, a cada segundo nos tornamos um ser diferente do que eramos. Estamos em constante mutação.

Acho que essa é uma idéia que sempre tive comigo, meio que no inconsciente, para amenizar minha mania do “se”, de sempre pensar como seria minha vida “se eu tivesse feito tal coisa”, ” se eu tivesse dito sim”, “se eu tivesse dito não”, “se algumas coisas fossem mais fáceis”… Com certeza, se tudo fosse diferente, eu não seria eu… E não sei se isso é bom ou ruim, só sei que assim é.

Deixo tudo assim

não me importo em ver

a idade em mim

ouço o que convém

eu gosto é do gasto

sei do incomodo

e ela tem razão

quando vem dizer

que eu preciso sim

de todo o cuidado

e se eu fosse o primeiro

a voltar pra mudar

o que eu fiz

quem então agora eu seria

ahh tanto faz

e o que não foi não é

eu sei que ainda vou voltar

mas eu quem será?

deixo tudo assim

não me acanho em ver

vaidade em mim

eu digo o que condiz

eu gosto é do estrago

sei do escândalo

e eles tem razão

quando vem dizer

que eu não sei medir

nem tempo e nem medo

e se eu for o primeiro

a prever e poder

desistir do que for dar errado

ahhh ora se não sou eu

quem mais vai decidir

o que é bom pra mim

dispenso a previsão

ahhh se o que eu sou

é também o que eu escolhi ser

aceito a condição

vou levando assim

que o acaso é amigo

do meu coração

quando falo comigo

quando eu sei ouvir

O velho e o moço . Los Hermanos

 

P.S.: Nevou hoje! 2 vezes! =)

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