in a blanket of clouds…

Março 15, 2008

Das coisas malucas do Japão III…

Arquivado em: Japão, degustando — Tags:, , , , , — melodyfairy @ 12:22 pm
Suco de babosa!
Uns dias atrás, numa conversa de hora de almoço:
- “Sabe uma coisa que eu nunca pensei que fosse bom e só fui experimentar aqui? Suco de babosa.”
Acho que minha cara de nojo deve ter sido notável… Imaginei aquela coisa gosmenta com cheiro bizarro que eu insistia em passar nos cabelos sendo bebida por alguém. Ainda mais com “pedacinhos” no meio do suco, como me foi descrito. Ecat!
Mas minha curiosidade sempre fala mais alto e hoje, passeando no supermercado, encontrei dois iogurtes de babosa, esse da foto e um outro, de copinho. Nada de suco mas, mesmo assim, babosa demais para uma iniciante… Resolvi pegar só o de caixinha, sem pedacinhos. E, para minha surpresa, não é que é gostoso mesmo?!? Coisas de Japão…
Próximo passo: suco de babosa com pedacinhos! =P
 …
E viciei nas gelatinas em lata! Vende nas maquininhas de bebida que têm a cada esquina. Se quiser mais líquido, chacoalha umas 20 vezes… se quiser mais durinho, umas 5! É como comer a gelatina quando não se tem paciência para esperar até ela endurecer totalmente. Oishii desu ne! =)

Janeiro 16, 2008

Das coisas malucas do Japão I: No trabalho

Arquivado em: Japão, divagações, enrolando, trapalhadas, vida confusa — Tags:, , — melodyfairy @ 11:58 am

A) O shachô (dono da empresa) pede uma reunião hoje no meio da tarde. Motivo: alguém está usando o vaso sanitário de maneira indevida… Em vez de sentar para utiliza-lo, a pessoa colocava os dois pés no assento, fazendo suas necessidades de cócoras! Hahahaha!

Os vasos sanitários orientais são um buraco no meio chão, se faz uso deles agachado… Ainda não tive coragem de experimentar, ou melhor, ainda não estive apertada o suficiente! =P E do jeito que tenho um perfeito controle do meu centro de gravidade, é melhor ficar bem longe deles! Sorte que a maioria dos lugares públicos e comércios tem a privada “normal” e com assento quentinho e dezenas de botõezinhos que não sei direito ainda para que servem!

Vaso sanitário japonês – Aeroporto de Nagoya
Vaso “normal” – Aeroporto de Nagoya
Painel de controle (com diferentes tipos de ‘jatinhos’ de água e até massagem!!!) e descarga do vaso “normal”

B) O maravilhoso sistema just-in-time japonês…

Lembro de ter visto em alguma aula de Administração do técnico as enormes mudanças que o sistema just-in-time possibilitou por produzir exatamente o necessário – nem mais, nem menos – e não precisar mais de estoque. Pois bem, na prática, as coisas não são tão perfeitas quando parecem…

Trabalho numa fábrica de pintura de peças plásticas… Pelo que eu entendi, o fornecedor manda o número exato de peças que são limpas, pintadas e depois repassadas para o cliente. Só que se der algum defeito na pintura, ou a peça tem que ser consertada (num processo totalmente manual, quase um artesanato – é aí que eu entro, procurando defeitos e lixando as pecinhas), ou a tinta tem que ser totalmente removida e a peça pintada novamente. E essa segunda opção acontece com frequência…

Somando a alta probabilidade de ter algum defeitinho à péssima administração dos japoneses, vésperas de entrega são uma loucura! Segunda não teve hora extra; hoje saímos as 10 da noite, 5 horas a mais que o turno normal; amanhã, só Deus sabe! A entrega é amanhã, acho, e ainda tem peça indo novamente pra pintura por causa de defeito…

Aí que me pergunto se não seria bom um estoquezinho, mesmo que bem pequeno, pra atender a algum imprevisto… E qual o mal de planejar melhor o trabalho e distribuir melhor as horas extras, um pouco por dia, para não termos que nos matar em algums dias da semana?! Sei lá, eu não entendo nada de Administração! Mas se um dia eu abrir uma empresa, ela vai ter estoque! =P

Dezembro 17, 2007

Gnomos e Duendes

Arquivado em: grrr, trapalhadas — Tags:, , , — melodyfairy @ 9:02 am

Eu realmente acredito que gnomos, duendes e todos esses serezinhos encantados existem. E mais: acredito que eles passam o dia nos pregando pequenas peças e nos colocando em situações tão ridículas que nos fazem parar e rir de nós mesmos, por não ter outra coisa a fazer além disso.

Hoje, por exemplo, cá estou escrevendo esse post com a cara colada no monitor. Porque cheguei em casa meio tarde ontem e muito sonada… Deitei na cama da minha mãe e fingi assistir o filme que ela assistia. Era um do SBT, ou seja, dublado (odeio filme dublado!) e com aquele Chris Tucker (odeio Chris Tucker!). Só deitei mesmo lá porque cama dos pais é muito melhor que as nossas, sempre! Depois de um tempo, claro, fui expulsa… Caminhei meio zonza até minha cama e dormi profundamente até agora a pouco. E, nesse meio tempo, perdi meu óculos! Já procurei em todos os lugares possíveis, imagináveis e até nos inimagináveis (dentro da geladeira, debaixo da cama, atrás do vaso sanitário…) e nada! O que me faz concluir que só pode ser uma brincadeira dos duendinhos! Aposto que daqui a pouco vou encontrá-lo bem debaixo do meu nariz, em algum lugar que já olhei uma centena de vezes… ai ai! Só espero encontrar logo, sem óculos sou uma toupeira!

PS.: Não, eu não uso drogas. Nem ingeri nada alcoólico nas ultimas 48 horas! =P

Dezembro 15, 2007

Daydreamer

Arquivado em: amor, divagações, feelings, memories, vida confusa, vida urbana — Tags:, , — melodyfairy @ 1:27 pm

E estava navegando novamente pelas tags do WordPress quando deparei com essa história fofa. Um americano de 21 anos criou um site para encontrar a garota dos sonhos dele, a quem viu numa noite no metrô de Nova Iorque. E encontrou! Um amigo da moça reconheceu o desenho e as descrições e colocou os dois em contato. Só que o final da história o mocinho vai deixar por conta da imaginação de cada um…

Ah, se eu fizesse um site para cada um dos homens ideais que encontro nos ônibus, trens e metrôs da vida, a internet estaria ainda mais absurdamente cheia de besteiras do que o imaginável! O último foi o carinha da farmácia do Centro na qual fui comprar absorvente (uma maneira deveras romântica de começar uma história de amor não realizada!) uns dias atrás. Eu estava com a cara mais horrível do mundo, não tinha dormido nada na última noite e tinha acabado de acordar da viagem do primeiro ônibus.

- Boa noite!

- Ahan.. *mau-humor*

- R$ 3,20.

Tirei o dinheiro do bolso, todo amassado (isso é que é respeito pelo patrimônio público! No Japão, o pessoal já fica bravo se a nota estiver dobrada ao meio, imagina amassada daquele jeito! Shame on me!)… Então… tirei o dinheiro amassado do bolso, uma nota de 20, uma nota de 2, umas moedas… Me contorci toda para separar 3,20 dos trocadinhos, uma mão segurando o dinheiro, a outra com uma porção de livros…

- Nem acredito, uma alma caridosa a essa hora!

E nesse momento levantei os olhos e vi o sorriso mais angelical do mundo, muito bem complementado por um belo par de olhos azuis bem claros! *.* Claro, essa minha visão deve ter sido um pouco afetada pelo estado de torpor que as poucas horas de sono (só as do ônibus mesmo) costumam causar em mim… De qualquer forma, parecia um rapaz bem simpático!

- Ahn, o pessoal não costuma dar trocados a essa hora? – (dãaard!!)

- Não não, é o dia inteiro assim! Acho que está todo mundo enchendo os cofrinhos em casa! – (e outro sorriso lindo!).

- Ahh, isso é bom, pelo menos estão economizando.. – (dãaaard again! 2 frases idiotas em 2 frases ditas! 100% de aproveitamento! =P).

Peguei a notinha, me despedi e saí rapidinho! Porque justo naquele dia eu estava com a cara mais horrível que o habitual e não queria me expor mais dizendo ainda mais besteiras! Ok ok, se eu tivesse com uma cara melhor e dizendo um pouco menos de besteiras (o que é bem difícil, eu sei..), eu não teria feito muito mais… Sou totalmente o oposto do menino de Nova Iorque: mantenho as idealizações em suas respectivas caixinhas, em alguma gavetinha perdida do cérebro, sem muito espaço para desenvolvimentos (bad choice, I know…).

Comigo, as coisas são muito mais esse texto, que encontrei por acaso há um tempinho atrás e mostrei para uma amiga. Ela lamentou não tê-lo escrito, e eu também. Porque Kundera, timidez, paixão platônica e Smiths… devia ser eu lá!

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