


=D
Na ida, mensagem no celular:
“Oi ** quanto tempo! To te escrevendo pq acho que acabei de te ver, vc est no Term. Pq. D. Pedro? Bjs”
Já estava dentro do ônibus e sem crédito (pobre é fogo! =P), xingando as companhias de celulares pela demora com que essas mensagens são entregues… Provavelmente ele tinha passado por mim e eu, mergulhada na leitura ou olhando pra tudo sem ver nada, não tinha percebido. Ok, acontece! À noite mandaria um email me desculpando e tal…
Cinco minutos depois, outra mensagem:
“Nao quero atrapalhar sua leitura, mas se quiser ver 1 velho amigo, olhe sua esquerda. Bjs”
Ohh damn it! Ele deve ter ficado um tempão me encarando, do meu lado e, se bobear, até olhei pra cara dele e não reconheci! Coisa de tapada mesmo! Ou… *olha pra esquerda*: “Oiii!”
Muito bom reencontrar pessoas assim! Ainda mais dessas pessoas que sempre te fazem sentir bem quando se encontra! =)
Em compensação, na volta… Atrasada, penso que é melhor tomar o ônibus que passa do outro lado da avenida, que vai pro Pq. D. Pedro e não pra Sé, porque de lá o segundo ônibus é mais rápido. Atravesso a avenida e quase sou atropelada pelo ônibus que precisava tomar, que passa voando na minha frente… Droga! Fico no ponto alguns segundos e resolvo voltar… Provavelmente o outro vai passar mais rápido! Atravesso a avenida de volta… As pessoas devem ter pensado que sou louca…
Espera, espera… 15 minutos e outro ônibus que eu poderia pegar passou do outro lado… Grrr! Ok, agora vai passar o do lado de cá! Espera espera…. meia hora e outro ônibus que eu poderia pegar passou do outro lado! Grrrrrr! Ok ok, já deve estar pra passar… ¬¬ Espera espera…… GRRRRRRRRRR! Resultado: 1 hora e 15 esperando o bendito ônibus, 4 ônibus que eu poderia pegar passando do outro lado da avenida e mais 1h40 só no primeiro ônibus, parado no trânsito da Rebouças e da Consolação… Não consegui chegar onde precisava, na hora em que precisava… E resolvi ligar o foda-se, inclusive pra dieta que supostamente era pra eu estar seguindo, entrei no Mc Donalds pra tentar acalmar meu estômago, que já estava se revirando dentro de mim… (Aliás, que preços absurdos os do Mc!!!)
Isso é o que dá depender do transporte público paulistano…
Saldo do dia: 1 amigo reencontrado, quase 6 horas do dia “investidas” no transporte público, R$ 11 a menos no bolso e alguns quilos a mais… Tá, saldo positivo, só por causa do amigo! =)
Perder a bolinha do piercing pode ser muito vantajoso quando te força a sair da inércia diária e se aventurar pelo centro da cidade. Mais vantajoso ainda quando se tem uma câmera fotográfica na bolsa!
Fazia muito tempo que não saia por ai fotografando aleatoreamente… As poucas visitas de campo da facul esse semestre (só uma, na verdade) fizeram minha câmerazinha ficar encostada, só servindo mesmo para registrar os momentos poser da minha irmã… Mas como tinha que ir à Galeria do Rock, resolvi aproveitar!
Comprei o piercing rapidinho na primeira loja que encontrei e em 5 minutos já estava colocado! As 2 horas restantes foi andando de um lado pro outro, subindo e descendo, esticando e agachando pra tentar captar o melhor ângulo. Nem foi preciso muito esforço, o prédio por si só já é bastante fotogênico: o padrão de piso maravilhoso, as aberturas entre os andares, a vista para o entorno, as muitas cores das lojas, as pessoas bem diferentes conversando em todos os cantos…
Preciso lembrar de fazer isso sempre! É um discurso bastante pregado na faculdade… Viver a cidade! São Paulo é um caos, é feia, eu admito (embora adore isso aqui!), mas tem tanta coisa a oferecer! Só que na maioria das vezes estamos tão mergulhados no cansaço do dia-a-dia que nem sequer olhamos pro lado, pros espaços públicos que são de direito nosso, pras pessoas que dão vida a tudo isso… A cada dia mais nos trancamos em nossas casas com medo da insegurança e não percebemos que é justamente por não usarmos bem a cidade que ela é tomada por marginais…
Infelizmente, por enquanto, não nos demos conta disso. E os poderosos não parecem muito interessados em mudar a situação… Às vezes bate um conformismo e parece que não tem mais jeito mesmo, que é coisa de terceiro mundo, fazer o quê! Mas basta dar uma olhadinha para os lados para vermos que tem muita coisa que ainda pode ser feita: Bogotá, por exemplo, conseguiu superar uma história de violência e tráfico e instituir uma cidade mais segura e igualitária, feita para as pessoas e não para os carros e com projetos que parecem “coisa de primeiro mundo”… E nós, aqui do lado, nem tomamos conhecimento disso…
Viver a cidade… é um primeiro passo pra mudar as coisas!